Nós já contamos como construímos aventuras, o que é uma startup de verdade e falamos sobre os eventos de startup que realmente valem a pena participar.

Agora, finalmente, chegou a hora de te ensinar: como ter uma ideia bilionária! Quer mesmo saber?

Nós também queremos! Aliás, se descobrir, nos conte por favor!!!

Brincadeiras à parte, nos desculpe pelo título no melhor formato de clickbait. Abaixo você obviamente não vai encontrar uma resposta simples para aquela pergunta, mas talvez as dicas que vamos abordar possam lhe ajudar no processo criativo de idealização de uma startup, que após muito trabalho possa (e por que não?!) tornar-se uma empresa bilionária. Precisamos sempre sonhar grande!

Então vamos separar em 3 formas possíveis de se idealizar uma nova startup:

  • Momento Eureka!
  • Problema vs Oportunidade.
  • Copycat.

Eureka! Eureka!

Eureka é uma interjeição que significa “encontrei” ou “descobri”, exclamação que ficou famosa mundialmente pelo matemático grego Arquimedes, aquele que destacou-se por inúmeras invenções, como a descoberta do número π (pi).

Num certo dia, quando se preparava para o banho, ele encheu a banheira de água e, ao adentrá-la, verificou que certa quantidade de água transbordava. Em virtude dessa observação, ele concluiu que teria como verificar a dúvida que estava buscando resolver. Empolgado com a possível descoberta, saiu correndo pelas ruas gritando: “Eureka! Eureka!”.

Este momento, apesar de não tão comum, realmente pode acontecer e existe uma explicação.

O processo criativo tem algumas etapas: 1) você se depara com um problema, 2) analisa ele e 3) tenta encontrar uma solução. Esse é o processo padrão e consciente, mas tem uma etapa importante que as pessoas ignoram: a incubação, um processamento inconsciente da situação.

Quando você tem um problema, em vez de somente mergulhar de cabeça nele para encontrar uma solução, pode ser melhor que você se afaste dele por um tempo e faça atividades que não tenham nada a ver com isso. É nesse momento que pode acontecer esse tal processo inconsciente no seu cérebro. E, muitas vezes, nesse processamento inconsciente acontece o famoso insight, uma ideia que lhe ajudará a resolver o problema em que você quebrava a cabeça.

Como o Murilo Gun, estudioso da área de criatividade, diz “É importante ter consciência de que a inconsciência funciona”. E para alguns de nós aqui na DL de fato funciona.

É comum ouvirmos pessoas dizerem “Eu não sou criativo”, e pela nossa experiência podemos dizer que algumas pessoas realmente possuem este lado mais desenvolvido, mas assim como quase tudo nesta vida, é um processo que você pode treinar e desenvolver. Todos podem fazer isso. Todos.

Aqui na empresa isto é ainda mais exigido. Por atuarmos como uma venture builder, criatividade é um requisito fundamental para mantermos a empresa funcionando. E uma forma que encontramos de estar sempre exercitando este lado, é termos uma rotina mensal, onde na segunda quarta-feira do mês, a empresa para toda sua operação para realizarmos uma rodada de ideias interna. Bem no formato de pitch/investidor, sabe? Um idealizador traz uma ideia para o grupo, em uma apresentação rápida, construída através de uma pesquisa base de alguns pontos. O grupo analisa, questiona, e vota após alguns dias se aquela ideia seria algo interessante para começarmos a trabalhar. Este “começarmos a trabalhar” não significa que vamos certamente construir um novo produto ou uma nova startup, mas que pesquisaremos um pouco mais e buscaremos a validação de que aquele problema e proposta de solução fazem sentido. Em próximos artigos abordaremos mais sobre esta área de atuação, ok?

Problema, uma oportunidade disfarçada

Temos esse quadro em uma das paredes aqui da empresa. E isto é algo que está presente na cultura da nossa DL. Mudando o ângulo, mudando a perspectiva de uma análise, podemos passar a encarar um problema como uma oportunidade. Quer um exemplo?

Um dos produtos que a DL desenvolveu chama-se QuickImóvel. Ele é uma plataforma que conecta consumidores, que estão buscando imóveis para comprar ou alugar com corretores, às imobiliárias da região. Ele simplificava o processo de busca para um lado e gerava oportunidades de negócio para o outro. Lindo, né? Quase.

Chegamos a ter mais de 2.000 corretores cadastrados de 20 estados do Brasil. Aprendemos como gerar leads qualificados de locação e compra de imóveis. Porém, não conseguíamos converter os corretores do plano free para o plano pago. Aprofundando nesse problema, vimos que o principal fator era a baixa conversão de negócios advindos do QuickImóvel. Aprofundando ainda mais, vimos que o principal fator desta baixa conversão era a falta de qualificação e experiência negativa que tais corretores levavam para aqueles leads. Era um problema difícil de resolver, até que em determinado momento começamos a olhar aquele problema como uma oportunidade. O insight principal foi “Por que não assumimos mais um pedaço da operação e começamos a vender também os imóveis? Assim não geramos só leads para os corretores ali cadastrados, já que eles não estão realizando bem este trabalho que desejamos.”. É, pensamos tudo isso.

E foi com esse pensamento que descontinuamos o QuickImóvel (tarefa difícil!) e começamos a estruturar um novo produto, algo que virá para trazer uma nova experiência completa na compra/venda de imóveis. Em breve o Imoxp vem ao mundo e compartilharemos sobre ele também, tá? 😀

Voltando na questão do exercício do processo criativo e na rodada de ideias que fazemos aqui na empresa… Não podemos negar, tem meses que não temos ideias tão interessantes e preparadas para apresentar. O que fazemos neste caso? Escolhemos um segmento que desejamos atuar, pensamos em problemas/necessidades já percebidos neste segmento e fazemos um exercício em conjunto de brainstorming e busca de novas soluções para aqueles problemas. Mesmo que nada realmente fascinante saia dali, a atividade em si traz benefícios relacionados a evolução da criatividade individual e conjunta da equipe.

Esta linha de criação segue o raciocínio do Seth Godin: “Não procure clientes para o seu produto. Encontre um produto para os seus clientes.”. 😉

Copycat, trazendo ideias que funcionam em outro lugar

Dentro do mundo das startups, são chamadas de copycats as startups que copiam modelos de negócios que já foram testados e validados em outros países (normalmente EUA e outros da Europa) para atuar em mercados onde ainda não existem tais modelos.

É uma prática que nós não utilizamos até o momento, mas pode funcionar e lhe ajudar a criar um negócio bem sucedido. Vamos ver um exemplo?

Em 2010, três jovens brasileiros, Júlio Vasconcellos, Emerson Andrade e Alex Tabor, decidiram criar o site de compras coletivas chamado Peixe Urbano, inspirado no enorme sucesso que o Groupon vinha fazendo nos EUA desde 2008. Esse foi o primeiro site do tipo no Brasil.

Você deve lembrar do boom que foram as compras coletivas e tremendo sucesso que o Peixe Urbano fez, não?

É importante compreender bem um fato: a ideia em si vale muito pouco, ou nada. Então se inspirar em uma empresa de fora e entender seu modelo de negócio é apenas uma pequena parte do processo. Executar brilhantemente ela, encaixa-la ao seu mercado local e continuar inovando e se adaptando, serão seus principais desafios.

E por fim, quando a tiver: valide muito bem a sua ideia!

Independente da estratégia que você utilizou para ter a sua ideia de startup, se você realmente está trazendo algo inovador para o mercado, ela é composta por inúmeras incertezas e hipóteses. Validá-las rapidamente é fundamental. Mas este é um assunto que falaremos no próximo artigo, ok? Então continue acompanhando a gente aqui e no Facebook.

Ah! Vale registrar que este artigo faz parte de uma série de posts que abordam um pouco sobre cada etapa do processo de construção de startups, elaborado pela Digital Labs, além de assuntos relevantes relacionados ao dia a dia da área.

Se quiser falar com a gente, dar sugestões, tirar dúvidas ou nos contar a ideia bilionária que teve depois dessas dicas, pode mandar também um e-mail para [email protected], beleza?

Até breve!

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