Nós já contamos como construímos aventuraso que é uma startup de verdade e como você pode fazer para ter uma ideia bilionária e formas de validação de um negócio.

Agora, vamos compartilhar um pouco sobre modelo de negócio. Primeiramente, você sabe definir o que é?

Em resumo, nós entendemos que o modelo de negócio é a maneira como sua empresa cria, entrega e captura valor. Como sua empresa pretende resolver um determinado problema e como irá extrair receita com esta solução.

Por onde começar?

Você já sabe o que é e como funciona uma startup, teve uma ideia genial para solucionar um problema do mercado de maneira inovadora e validou sua ideia

Então, o próximo passo é “colocar no papel” o seu modelo de negócio. Para isso, a metodologia mais utilizada atualmente é o famoso Canvas.

Criada por Alex Osterwalder, junto com outros especialistas, ficou popular através do livro “Business Model Generation” (disponível também em Português).

Por meio de um quadro composto por nove blocos, o empreendedor é conduzido a pensar em itens que muitas vezes são deixados de lado em um primeiro momento. Dê uma olhada:

Vamos passar brevemente por cada bloco:

  • Proposta de valor: O que você vai oferecer ao seu cliente que realmente agrega valor a ele?
  • Segmento de clientes: Qual é o público alvo da sua empresa? Qual o segmento desse público? ( Faixa etária, gênero, região, etc)
  • Canais: Como o cliente compra e recebe o produto que solicitou? Quais serão os canais utilizados para viabilizar esse processo?
  • Relacionamento com os clientes: De que maneira sua empresa criará e manterá relações com os clientes? Quais serão os meios utilizados?
  • Atividade chave: Quais são as atividades essenciais para que a empresa consiga entregar o que promete?
  • Recursos principais: Quais são os recursos necessários para realizar a atividade chave?
  • Fonte de receita: Qual será a maneira que sua empresa irá obter receita? (Através da proposta de valor que promete entregar)
  • Estrutura de custos: Quais serão os principais custos necessários para a abertura da empresa? (Colaboradores, servidores, marketing, estrutura física, etc.)

Pensar e responder cada ponto desses traz clareza e mais precisão ao que você pretende colocar para rodar.

Neste link deixamos um template no Google Drive. É só fazer uma cópia para sua própria conta e usar. 😉


7 diferentes formatos de monetização

É comum as pessoas interpretarem o modelo de negócio como sendo o modelo de receita de uma empresa, mas como vimos acima, ele vai muito além disto.

De qualquer forma, a definição de um modelo de monetização é algo extremamente importante para uma startup. Como já falamos e gostamos de repetir sempre, mais do que criar produtos e transformar ideias inovadoras, o foco dos envolvidos em uma startup deve estar em encontrar um modelo de negócio economicamente sustentável.

Vamos listar alguns tipos de modelos existentes para te inspirar:

1. SaaS

Aqui o foco não está só na venda de uma licença para uso do software — como se fosse um produto, mas sim na entrega constante do serviço.

Nesse caso, a empresa se responsabiliza pela distribuição, atualização e manutenção da plataforma. Para a startup, a grande vantagem é a garantia de uma receita recorrente e uma base de clientes constantemente ativada.

Temos um exemplo neste modelo dentro de casa, o Protarefa, uma plataforma para aumento da organização e produtividade através da gestão de fluxos de trabalho e tarefas, focado em pequenas empresas.

2. Assinatura

Ao vender uma assinatura, a startup garante a entrega de um serviço com frequência.

Tem sido bastante comum o lançamento de “clubes de assinaturas” que entregam produtos físicos aos clientes, como vinhos, frutas e até meias.

Mas o modelo de assinaturas é bastante amplo e se beneficia do avanço de tecnologias como o streaming, que possibilitam a entrega constante de serviços aos clientes em troca de um valor fixo mensal.

Adotar este modelo de negócio possibilita que a startup não sofra com eventuais sazonalidades de seu setor, garantindo receitas recorrentes e mantendo uma relação muito mais próxima e constante com os clientes.

3. Marketplace

Em termos gerais, um marketplace é uma plataforma que conecta a oferta e a demanda por produtos e serviços. Para que funcione, portanto, é necessário que haja uma boa quantidade de usuários nas duas pontas — ofertantes e demandantes.

As startups que trabalham como marketplace monetizam seus negócios a partir da cobrança de uma taxa relativa a cada operação.

A vantagem deste modelo é que ele é bastante escalável, uma vez que a empresa não precisa se preocupar com a execução do serviço ou entrega do produto — que fica a cargo de um dos fornecedores cadastrados na plataforma entregar –, cabendo a ela fazer um controle de qualidade.

O Salus, nosso aplicativo que permite o agendamento de consultas e exames médicos à preços acessíveis, atua neste formato.

Dependendo do seu ticket e do tamanho da sua comissão, você precisará de muita escala para ter uma receita significativa. Entenda muito bem seu CAC e seu LTV para analisar se este modelo consegue sustentar sua operação.

Não sabe o que é CAC e LTV? São o custo de aquisição e o tempo de vida do cliente, estas são apenas algumas métricas importantes para monitorar sua operação, existem várias outras, que iremos detalhar em um futuro post.

4. E-commerce

O e-commerce é o modelo de negócio que realiza todas as suas transações por meio da Internet, como por exemplo o que fazem as lojas virtuais. É um dos primeiros que surgiu nessa rede e também um dos mais difíceis de ganhar escala.

5. Publicidade

Neste modelo de negócios, o serviço é oferecido gratuitamente ao consumidor que, em troca, aceita visualizar publicidade ao longo de sua experiência. É muito comum em aplicativos — e muitas vezes é a estratégia de entrada para outro modelo de negócios mais rentável, como SaaS ou assinatura.

Particularmente, nós preferimos não ter este como o modelo principal de um negócio. Ele é um modelo sensível financeiramente e exigirá muita audiência para se provar interessante para seus futuros anunciantes.

6. Geração de Leads

O modelo de geração ou venda de leads ocorre quando a startup vende um lead qualificado, ou seja, fornece uma indicação de cliente com intenção de compra para um prestador de serviço cadastrado na plataforma.

Já testamos este modelo em um antigo produto nosso, o QuickImóvel. É um modelo interessante, mas que para este produto não funcionou tão bem. A ponta que recebe a informação precisa estar preparada para seguir com o lead até a venda real e não perdê-lo pelo caminho.

7. Freemium

O modelo freemium é aquele em que os serviços básicos de uma empresa são gratuitos, mas os usuários devem pagar por recursos premium adicionais, extensões, e outras funções.

Nós encaramos este modelo mais como uma estratégia comercial, assim como a oferta de um período de testes (trial). Logo, ele pode ser utilizado junto com a maioria dos modelos aqui citados. O próprio QuickImóvel que falamos acima, fazia uso desta estratégia, no modelo de geração de leads.

Você precisa planejar muito bem quais serão os seus recursos gratuitos, para que os mesmos gerem interesse na experimentação de novos usuários, mas que não os satisfaça completamente a ponto de nunca migrarem para os planos pagos.


Inove em seu modelo de negócios

Os modelos citados devem ser vistos como referências, utilizados como benchmarking e inspiração — nunca como regras.

Busque inovar também em seu modelo de negócio, não apenas na sua solução. Seja criativo na maneira com que você entrega e captura valor.

Crowdfunding e SEM (Saas enabled marketplace) são alguns novos modelos diferentes que algumas empresas vêm customizando e adaptando às suas realidades.


Lembre-se da função de uma startup

Foque sempre em buscar um modelo sustentável financeiramente. Experimente e teste rápido. Não se prenda a um único modelo.

Existe uma teoria que diz que uma startup muda em média 4 vezes seu modelo até consolidar um. Portanto, mantenha sempre o senso de experimentação e foco direcionado no seu dia a dia.

E aí, gostou deste artigo? Se quiser falar com a gente, dar sugestões ou tirar dúvidas, pode nos procurar no Facebook ou mandar um e-mail para [email protected], ok?

Esperamos que seu caminho no processo de criação de uma startup esteja evoluindo a cada passo que você dá. Te esperamos no próximo artigo. Até breve!

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